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| Fotografia da minha janela |
vertigem
mar ao longe
e eu de janela aberta sem o ver
e eu que acabo assim ondulante
como chuva que rompe
da tempestade que só em mim repousa
são as minhas sombras
que me desenlaçam
desta insônia persistente
qual lusco-fusco descontrolado
afundo
porque é de sombras
a transparência da minha janela
como se cada folha bamba
amparasse os meus traumas silenciosos
