Fotografia da minha autoria

«Adormeça na dormência»

A minha alma está dormente

Numa ausência calculada

Que me desestabiliza as emoções

Em sentimentos versados

Que transbordam de chávenas foscas

Delicadas, em raios de azul

Combino o choro de um leito estrelado

Com as auroras de poesia vã

Percorro o trilho da [in]sanidade

Numa incessante tentativa de liberdade

Que almejo em silêncios ousados

Onde arremesso os medos frágeis

De um coração em travessia

E envolvendo-me num manto de breu

Condenso pensamentos de um amor inválido

Escutando o deserto das minhas orações

Sinto-me dormente

E adormeço sem marcas

Boiando em apneia

Neste mar infintio

Onde, submissa, me perco

Despida

Madrugada dentro

Numa calma tempestade

Voo em queda livre