Fotografia da minha autoriaTema: Um livro de um autor pouco conhecidoAvisos de Conteúdo: Referências a fins de relacionamento, AbandonoA decisão de incluir este tema no Alma Lusitana foi imediata. Não só porque faço por arriscar em novos autores, mas também porque acredito na importância de os conhecermos, de lhes concedermos espaço neste panorama literário ainda elitista. Portanto, dentro da minha bolha, procuro promover a diferença. E tenho noção que esta luta é recompensada, sobretudo, quando me cruzo com exemplares como o da Carolayne Ramos.OS TRILHOS PERCORRIDOSDiálogos Que Nunca Tive é a concretização de um sonho. E a estreia da Lyne foi feita de coração aberto, numa generosidade comovente, porque nem sempre é fácil expormos os nossos sentimentos, o quanto nos sentimos fragilizados e numa batalha constante com os nossos fantasmas e as feridas que continuam a pesar-nos.«A ti, que deixaste de ter um nome, pois transformaste-te em vários»Num compromisso sério de «ultrapassar uma experiência que estava a ser má», é curioso como quase a conseguimos escutar nas suas divagações sobre sonhos, recordações, crenças, receios e emoções. Com uma escrita bastante relacional, é simples compreender que este livro é catártico, que é um processo de libertação. Mesmo que as nossas histórias possam ser distintas, somos capazes de rever-nos na dor, no impacto da rejeição, no amor tão intenso, nos traumas, no que queríamos que fosse e que nunca chegou a acontecer. E na sua pluralidade, vamos reconsiderando os porquês e as motivações que orbitam as nossas intenções.«Acima de qualquer amor, tem de prevalecer o próprio»Diálogos Que Nunca Tive é uma demanda de amor próprio. O passado já não pode ser alterado e há memórias que ficam presas à nossa pele, mas estas conversas escritas podem mudar a perspetiva do futuro.«A vida tem um modo muito engraçado de se expressar»