Fotografia da minha autoria

«Namoros, Encontros, Família, Amigos, Desfechos, Inícios»

Avisos de Conteúdo: Referência a Morte, Abandono, Aborto, Racismo, Suicídio, Luto

Estimo muito a opinião de algumas pessoas sobre os livros que descobrem. Portanto, quando a Sofia Costa Lima e a Rita da Nova escreveram sobre o da Natasha Lunn, soube que teria de o ler. E, bem, que viagem!

VÁRIAS VOZES, PERSPETIVAS E REALIDADES

Conversas Sobre o Amor nasceu da vontade da jornalista em entender como é que «os relacionamentos funcionam e como evoluem ao longo das nossas vidas», transformando-se e moldando-nos. Deste modo, rodeou-se de vários convidados para uma série de entrevistas. Cada uma destas conversas procura responder, essencialmente, a três questões, mas abre-nos a porta para inúmeras perspetivas, experiências e realidades.

«Aprendi que o lugar mais solitário de todos é estar deitada 

na cama à noite ao lado de alguém que nos faz sentir pequenas...»

É difícil encontrar palavras que façam justiça à preciosidade desta obra, porque transborda de honestidade e porque representou muitas das minhas inseguranças, dos meus medos e dos meus sonhos. Embora tenha um percurso distinto das vivências retratadas, existe uma linguagem transversal, na qual nos reconhecemos.

«É possível sermos independentes através da ligação aos outros também»

O amor não é só romântico. Este sentimento também se manifesta em situações de perda, de desgaste, de luto, de amizade, de vulnerabilidade. Aliás, o amor apresenta-se de imensas maneiras e nas mais diversas ocasiões. Por isso, foi maravilhoso acompanhar estas partilhas e compreender as visões dos intervenientes e o ponto de partida para cada diálogo, uma vez que Lunn fez da sua realidade um impulso para reflexão comum.

«E que o amor é sobre encontrar um lar»

Conversas Sobre o Amor é um lembrete do quanto o amor é muito daquilo que somos e daquilo que vivemos; é um retrato das suas camadas e variações. Mesmo quando estamos de coração partido, percebemos que pode ser um abraço. E que há-de chegar de um lugar bom, já que precisa sempre de verdade. Como este livro é tão honesto, hei-de abri-lo novamente, inúmeras vezes: porque é daqueles livros-casa que se colam à nossa pele.

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