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| Fotografia da minha autoria |
«Em Portugal sofre-se muito. Eu sofri muito»
A minha alma viaja pelo mundo através dos livros. Por isso, onde não consigo ir fisicamente, sou transportada por palavras com distintos tamanhos e experiências. Querendo percorrer o nosso país de Norte a Sul, aproveito a boleia de autores que o sabem descrever e sentir como nenhum outro, sendo notório que Miguel Esteves Cardoso é o pioneiro desta minha travessia sentimental, que me faz sentir sempre em casa.
«A manutenção do amor exige um cuidado maior. Qualquer palerma
se apaixona, mas é preciso paciência para fazer perdurar uma paixão»
As Minhas Aventuras na República Portuguesa tem mais de 25 anos. No entanto, as crónicas aqui compiladas preservam um toque intemporal, continuando a fazer bastante sentido. Escritas para O Independente, evidenciam a «fase antropológica» do autor, retratando Portugal e os Portugueses enquanto observador e não tanto como parte integrante da sociedade, mas sem deixar de, hoje, se rever nessa análise. Apesar de ter vivido as circunstâncias descritas mais no papel, como o próprio menciona no Prefácio, há um vínculo que também as torna tão suas.
«Devíamos provocar a lembrança [...] Como é que
eu torno as minhas saudades em lembranças?»
O estilo do MEC é inconfundível, atendendo a que interliga a irreverência e o sentimento; a ironia e o humor. E, neste livro, mantendo um olhar crítico, mas igualmente terno, proporciona-nos uma leitura descomplicada, sobre os mais variados temas, mas sempre com um toque visionário, que impulsiona a refletir sobre a nossa identidade.
«Nas artes e nos espectáculos (mas não na amizade e no amor), mais vale
termos coisas boas à nossa frente do que termos simplesmente coisas nossas»
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