Horace Greasley foi um soldado britânico que combateu na Segunda Guerra Mundial. Em maio de 1940 foi capturado e passou quase cinco anos nas mãos dos alemães. No final da sua vida e tal como havia prometido a Rose, a namorada que visitava quando se invadia do campo de prisioneiros, quis dar a conhecer a sua história e a dos seus camaradas. Este livro conta a história de Horace Greasley, escrita por Ken Scott e que relata aquilo que foi a verdadeira caminhada da morte, as milhares de mortes gratuitas e o que se passou dentro do perímetro dos campos de prisioneiros. 

É um livro extremamente duro, especialmente se não perdermos o foco de que aquilo que está a ser relatado é verdadeiro. Aquelas pessoas não são personagens, são vidas reais que existiram mesmo. Os dias que não passavam, os trabalhos forçados, a fome, as doenças e o frio, aconteceram tal como ali é descrito por um homem que tal como tantos outros, era apenas um jovem quando o recrutaram para lutar numa terra que não era a sua. Muitas vezes, Greasley deve ter pensado que seria melhor morrer do que continuar naquele sofrimento. Mas ao contrário da maioria daqueles homens, ele descobriu o canto dos pássaros, descobriu a liberdade possível dentro do cativeiro, importou-se com os outros e deu a muitos deles a possibilidade de lutar por um objetivo e de darem sentido à sua vivência diária.

Esta é uma história de amor diferente e extremamente triste.