Depois de ter lido alguns dos melhores livros sobre Auschwitz, resolvi procurar outros livros que falassem sobre esta época histórica. "O Tatuador de Auschwitz" foi um desses livros (junto com o qual veio logo da biblioteca municipal também a sequela "A Coragem de Cilka").

Heather Morris, descreve de forma brilhante a história de um rapaz que em 1942 é levado para Auschwitz e que, de repente, lhe surge a sorte (ou a obrigação) de se tornar no ajudante do tatuador de Auschwitz. O gesto daquele homem, salva-lhe a vida e, quantas vezes a sua vida terá de ser salva, pela sorte ou pelo amor e amizade. Também ele, apesar de lutar pela sua própria vida com uma esperança ténue em sair daquele lugar assombroso, acaba por pôr a sua vida em risco para salvar outros. 

Quando faz aquilo que mais lhe custa - marcar a pele dos outros prisioneiros tal como lhe marcaram a dele - segura o braço de uma jovem, com quem o olhar se cruza. Depois daquele momento, os dois jovens apaixonados, têm de contornar os maiores e mais duros obstáculos para conseguirem estar juntos. Uma história que mostra como o Holocausto, que tantos milhares matou, nunca matou o verdadeiro amor.

Este livro foi escrito a partir de uma conversa que durante três anos juntou Heather Morris ao protagonista e sobrevivente deste drama, Lale Sokolov, um jovem judeu eslovaco. No seu testemunho, Lale conta o seu amor por Gita Furman. Apesar de alguns factos terem sido ficcionados para caberem na história - e das imprecisões que a passagem dos anos traz à memória - este é, além de uma bela história de amor e coragem, um importante relato de um tempo que, se for esquecido, pode a qualquer momento nos voltar para assombrar.

Depois deste, tenho ali um outro que fala de Cilka... uma outra personagem que surge nos relatos de Lale e que acaba por despertar o interesse de Heather Morris.