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| Fotografia da minha autoria |
«A poesia é o sentimento que sobra ao coração»
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente, que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente. Estes versos iniciais da Autopsicografia de Fernando Pessoa são, muito provavelmente, dos mais conhecidos. E são, para mim, um sinal da genialidade inerente à poesia, pois tem camadas tão intensas e viscerais, tão plurais, que facilmente nos transporta para sentimentos mais ou menos genuínos. E a magia reside nessa capacidade de nos fazer acreditar em cada palavra.
Tenho pouquíssimos livros de poesia, porque a minha ligação a este género nem sempre foi próxima. Embora apreciasse perder-me nos seus encantos, não era uma prioridade, talvez, por sentir que me faltava um pouco mais de maturidade para compreender a sua mensagem. Apesar disso, numa das incoerências menos preocupantes desta vida, tenho-me entretido a escrever poemas, procurando dar outra abordagem aos meus sentimentos. Aos meus pensamentos. E ao meu espírito inquieto. Portanto, por consequência, vou sentindo vontade de me comprometer com as infinitas estrofes que me esperam. Com mais ou com menos rimas. Em versos soltos. E numa linguagem emocional de irresistíveis vozes.
A escrita leva-nos numa travessia de vínculos. E a poesia, tão dona de entrelinhas, é um mundo dentro de outros tantos que habitam no nosso peito. Por isso, reuni cinco poemas que me aquecem ou agitam a alma.
Quais são os vossos poemas favoritos?





