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| Fotografia da minha autoria |
«A minha pátria é a Língua Portuguesa»
O nosso idioma, para mim, tem uma beleza singular: pela musicalidade das suas palavras e, também, por sentir o impacto de cada uma delas. Além disso, por ser mais simples de reconhecer a mensagem do remetente, estabelece-se uma ponte entre aquilo que se pronuncia e a emoção que desperta no destinatário.
Portanto, procuro priorizar sempre a língua portuguesa nas manifestações artísticas que acolho, com particular foco na literatura. Perante a ausência de barreiras linguísticas, que desaceleram o processo, consigo desfrutar da experiência em pleno e deambular pela sua essência tão rica em termos exclusivos, que sentimos na pele.
No dia 10 de junho, no qual se comemora o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, dei por mim a pensar em nomes que me fazem apaixonar pelo nosso dialeto. E, deste modo, cheguei a uma lista de dez autores - cinco masculinos e cinco femininos -, ciente que tantos outros poderiam figurar nesta seleção.
5 AUTORES QUE ME FAZEM APAIXONAR
PELA LÍNGUA PORTUGUESA
Afonso Cruz
«Há pessoas que caminham a olhar para os próprios pés,
há outras que caminham a olhar para os pés dos outros»
[Para Onde Vão os Guarda-Chuvas]
Miguel Esteves Cardoso
«Mesmo em momentos de escuridão, há sempre um detalhe a proporcionar alento.
E a mostrar que vale a pena estar vivo»
[Como é Linda a Puta da Vida]
Valter Hugo Mãe
«(...) precisava deste resto de solidão para aprender sobre este resto de companhia»
[A Máquina de Fazer Espanhóis]
João Tordo
«Já não havia pensamentos dentro de si. Nenhum sentimento ou imagem.
Havia um vazio que era quase paz»
[Ensina-me a Voar Sobre os Telhados]
Hugo Gonçalves
«Onde se guarda o passado há sempre humidade e esquecimento»
[Filho da Mãe]
5 AUTORAS QUE ME FAZEM APAIXONAR
PELA LÍNGUA PORTUGUESA
Dulce Maria Cardoso
«(...) esta terra não nos pertence enquanto não lhe conhecermos o coração»
[O Retorno]
Filipa Leal
«Mas compro-lhe o poema. Melhor vender poesia do que vender a alma»
[Vem à Quinta-Feira]
Susana Amaro Velho
«Afinal, ver bairros do céu era, para mim, coisa de pássaro e, por mais asas
que eu costumasse dar à minha imaginação, a verdade é que nunca consegui voar»
[O Bairro das Cruzes]
Sophia de Mello Breyner
«Ninguém sabe onde vai nem donde vem,
Mas o eco dos seus passos
Enche o ar de caminhos e de espaços
E acorda as ruas mortas»
[Poesia]
Lénia Rufino«(...) encontrava uma estranha forma de paz nos enterros,
naquela despedida que deita corpos à terra e memórias ao esquecimento»
[O Lugar das Árvores Tristes]
