Fotografia da minha autoria

«Aprendi a gostar de poesia lendo o seu silêncio»

O meu peito pensa em verso. E quando me sento a escrever, quando permito que a minha alma faça a travessia nas minhas palavras, preenchendo folhas em branco com pensamentos nem sempre ficcionais, nem sempre biográficos, é a poesia - sempre a poesia - que floresce na ponta da caneta e no coração em alvoroço.

Neste processo de fazer nascer um livro, inquietava-me não encontrar o meu dialeto. Inclusive, perdi-me na certeza falaciosa de ter de me concentrar em crónicas ou num romance. No entanto, por mais que me entusiasmem esses registos, não eram o impulso que procurava; não eram a identidade que acreditava representar-me em pleno. Por outro lado, como já tive oportunidade de partilhar, cheguei a uma altura em que me convenci que o texto lírico era demasiado complexo, demasiado ambicioso para o meu talento. Não que, hoje, sinta que estou num nível transcendente, mas, pelo menos, parei de me sabotar. Sobretudo, porque compreendi que o mais importante é respeitar o que me move e, depois, ir aperfeiçoando a minha escrita.

Pode soar a um lugar comum, mas foi quando me perdi nestas inseguranças que decifrei qual queria que fosse o meu caminho e, por consequência, como queria que fosse o meu primeiro manuscrito. Assim, alinhada com a poesia, quase como numa epifania, tornou-se claro. Portanto, sem saber o que reserva o futuro, há uma certeza: o livro que, um dia, chegará às vossas casas [se o pretenderem, naturalmente] será neste género que me define e que tanto me incentiva a enlaçar-me com o meu caderno para deixar a imaginação voar. Porque, tal como o silêncio de um verso, fui-me apaixonando pelas suas entrelinhas e descobri-me digna desse amor.

Neste Dia Mundial da Poesia, creio ter dado um passo confiante rumo à concretização de um sonho - e até já selecionei um título. Não obstante, também sei que esta jornada foi sendo inspirada por escritores que me mostram o quanto é distinto e mágico escrever poemas - mais ou menos densos, mais ou menos extensos.

É este o meu verdadeiro idioma. E estes têm sido os livros de poesia que mais me têm emocionado e aos quais regresso sempre que o meu coração se enche de saudades e necessita de um pouco mais de alento.

OS LIVROS DE POESIA QUE ME TÊM INSPIRADO

Que outros livros de poesia aconselham?