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Fui levar a minha filha ao Jardim de Infância e ela chorou pela primeira vez em quase duas semanas. Está ainda em processo de adaptação e eu tenho estado de férias para poder gerir este momento com tempo e calma. Custa-me deixá-la, dizendo-lhe que a mãe “vai ganhar tostões” quando venho para casa fazer tarefas e gastar tempo à espera que ela compreenda que a vida é assim.

Admito que foi por um triz que não lhe peguei e a trouxe dizendo-lhe que a mãe faz tudo por ela. Lembrei-me a tempo que, é exatamente porque a mãe faz tudo por ela, que a tenho de deixar na escolinha, onde há amigos para fazer, regras para cumprir, coisas novas para aprender. A vida constrói-se nas nossas vivências, sabendo que os que mais amamos estarão lá, para aquele abraço apertado ao final do dia.

Saber deixar é saudável, mesmo que, de quando em vez, doa um pouco.

E sim, chorei quando cheguei ao carro. Ela saberá disso, daqui a vários anos, quando já tiver maturidade suficiente para saber que a mãe é uma choninhas. Até lá, sabe que a mãe também tem saudades dela, mas que a vida se faz assim, com estes bocadinhos em que estamos longe uma da outra.

Para este período de novos começos dos meus filhos tem ajudado o livro que acabei de ler esta manhã: “Pais, menos é mais”. Um livro dedicado (como aliás é indicado na capa) a ajudar-nos com este contexto de excessos em que nos conduzimos atualmente.

A importância das regras, da compaixão, dos limites, do porto seguro. O apontar dos perigos, não fazendo disso um bicho de sete cabeças que deve servir como monstro que nos persegue constantemente. Alerta, aliás, para o efeito nocivo da forma como as notícias são dadas de maneira chocante e engrandecida para captar a nossa atenção.

Mais adiante falarei de forma um pouco mais detalhada sobre a leitura deste livro (numa novidade que sairá em breve), digo-vos apenas que é uma excelente leitura e que recomendo, até para quem não tem filhos.