
Uma as coisas que mais me preocupa no meu dia a dia é o exemplo que consigo dar aos nossos filhos cá em casa. Muitas vezes não se consegue fazê-lo porque, pasme-se, ao contrário do que de vê nas redes sociais com tantos pais, não sou perfeito, longe disso. Mas procuro sempre o que passo seja importante para os tornar melhores pessoas.
Acredito genuinamente que aquilo que lhes passamos e mostramos pode condicionar os seres humanos que serão no futuro. Continuo a acredito que é a isto que chamamos educação.
É por isto que depois me enervo solenemente com atitudes e ações que vejo diariamente. Vou centrar-me numa em concreto: recolha dos filhos à saída da escola.
Em frente à escola do meu filho há uma passadeira que nunca pode ser utilizada porque há pais que se digladiam para ocupar o espaço com as suas viaturas, impedindo qualquer utilização da mesma. E ali ficam, com cara de idiotas, respondendo mesmo mal quando alguém lhes pergunta se acham que estão a fazer a coisa certa. Tudo para que as criancinhas possam andar apenas dois passos e entrem no carro. Se isso causa transtorno a dezenas de outras crianças isso é um problema delas.
Que mensagem se passa a uma criança com esta atitude? Que o pai / mãe é “bué” esperto e que os outros são tontos porque vão deixar os carros bem estacionados, sem provocar constrangimentos a ninguém, a 50 metros de distância? Que são especiais?
Não sei ao certo, mas sei que se vejo cada vez mais manifestações de miúdos que podem muito bem ser só deles, mas que acredito tem muito daquilo que veem, na sua pior expressão. O mundo parece estar a ficar cheios de pessoas especiais, miúdos e graúdos.