
Mais sobre o livro AQUI
A primeira nota que quero registar tem por objetivo deixar claro que gostei do livro. Começo por deixar esta nota para o leitor não ficar com a ideia contrária por causa do que vou escrever a seguir.
Aquilo que a autora Sarah Blaffer Hrdy apresenta de uma forma bastante detalhada, quer com base na sua experiência pessoal, quer com base no seu conhecimento enquanto antropólogo e primatóloga, é algo que me parece natural. A evolução do papel do pai, e do que significa ser pai, ao longo dos tempos é algo que não me provoca qualquer surpresa, ainda que tenha sido muito interessante fazer o percurso com a autora.
O meu principal problema é com a realidade, não com o livro, é o momento onde ainda estamos e a ideia (real) de que o papel do pai ainda tem um longo caminho a percorrer. Em pleno século XXI é uma ideia que me choca, como se existisse um universo que continua a ser apenas da mãe e que o pai não pode, ou não quer, fazer parte. Não me revejo minimamente nessa ideia e, honestamente não percebo o porquê de ainda não termos evoluído nesse ponto.
Reforço que é um livro muito interessante, bem estruturado, que apenas não pode dizer mais porque a realidade ainda não permite. O tempo do pais tem de ser maior, e eles devem fazer por isso. Recomendo.