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| Fotografia da minha autoria |
«Ler é magia. Escrever é milagre»
O meu traço reflexivo envolve-me em permanentes conversas introspetivas. Porque considero útil e bastante gratificante termos noção dos nossos passos. Da estrada que percorremos. E das metamorfoses que abraçamos. E procuro estende-lo a várias áreas da minha vida, se bem que algumas são mais intuitivas e evidentes. Portanto, vou priorizando componentes particulares, como a escrita.
As palavras são a minha companhia desde que as aprendi. Porém, a maturidade com que as combino, levando-as a formar um qualquer texto novo, não é possível de comparar. Não só porque cresci, conquistei novas perceções e mais mundo, mas também porque compreendi qual é a minha voz e qual é o meu propósito. E, claro, no decorrer do processo, defini o que me entusiasma e que vertentes já não me fazem assim tanto sentido. Esta gestão requer tempo. E compromisso. Porque é uma descoberta prática e interna. Só vamos entender o que resulta connosco - e merece o nosso investimento - se experimentarmos. Se criarmos com uma certa regularidade. Mas não deixa de me impressionar o quanto podemos mudar num período tão curto. É por isso que sinto que esta desconstrução é tão fascinante. Possibilitando-nos tantas direções.
O meu perfil de escrita está em permanente construção, visto que o meu desenvolvimento criativo segue a mesma dinâmica. E como não procuro respostas inflexíveis, aventuro-me a estabelecer uma ponte entre o que é um hábito e o que pode vir a fazer parte do meu conteúdo - seja na estruturação, seja no produto final -, até porque, independentemente das transformações, há pormenores que estarão sempre presentes em mim.
PARTICULARIDADES
Há detalhes que, muito provavelmente, passam despercebidos à maioria, mas eles manifestam-se em todos os momentos que me dedico à escrita.
📝 Todos os meus textos são escritos à mão. Sei que terei o dobro do trabalho, mas sinto que é o toque que me desbloqueia a criatividade;
📝 Gosto mais de escrever à noite. Pelo sossego. E pelo silêncio;
📝 Textos longos. Não porque acredite que a qualidade dependa do tamanho, mas porque me permitem explorar mais determinadas ideias;
📝 Não gosto de ir direta ao assunto. Pelo menos, no parágrafo inicial tenho que criar algum contexto, quase como se contasse uma história;
📝 Quando transcrevo o texto para o blogue, não gosto que as frases ocupem meia linha ou que passem para a seguinte por causa de uma palavra. Esteticamente, faz-me confusão. Portanto, tenho esse cuidado;
📝 Já o referi na publicação #17 A minha vida tem..., mas continua atual, pois não consigo começar os textos com determinadas palavras.
MUDANÇAS
Ter um blogue permite-me estar consciente de todas as transformações. Por essa razão, tenho anotadas algumas que me parecem claras.
✏ Comecei a escrever mais poesia;
✏ Estou mais predisposta a explorar novos registos;
✏ Usar as palavras para lutar por aquilo em que acredito. Embora o caminho seja longo, é uma missão que pretendo tornar regular;
✏ Recorrer a listas, sobretudo, com a semana das sete coisas;
✏ O fascínio pelos subtítulos, porque percebi que ajuda a harmonizar as partilhas mais longas e a destacar aspetos que considero relevantes/curiosos - ou, até, ajudar a que os leitores selecionem apenas a parte que mais lhe interessa, se o seu tempo for escasso;
✏ A maior mudança, no entanto, ocorreu quando passei a ler mais. Porque adquiri vocabulário. Porque tornei-me mais imaginativa. Porque descobri mais maneiras de estruturar o meu pensamento. Porque reforcei a certeza de que não há certo e errado, há escolhas e há espaço para todos. A leitura abre-nos portas e eu sei que nunca escrevi tão bem como agora, modéstia à parte, porque faltava-me este complemento.
Como é o vosso perfil de escrita?
