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“Pessoas Normais” era mais um livro da lista dos obrigatórios para este ano, considerando as críticas que fui lendo, os prémios que ganhou e a presença em quase todas as listas dos melhores do ano. Expetativa muito alta, portanto.

Conhecia já sinopse da história, pelo que, a surpresa não foi grande nas primeiras páginas. A escrita é fluida e direta e por isso também não deslumbra. A história é relativamente banal na sua origem e na natureza das personagens. Então onde é que está o toque diferenciador?

Provavelmente na combinação de todos os fatores acima. É um livro que conta uma história sem photoshop, uma história que podia efetivamente ser de alguém que conhecemos (muitas pessoas que leram o livro ficam com essa ideia). Com as dúvidas, os enganos, os erros, os sentimentos de pessoas reais. Parece simples mas não é. Se fosse encontrava-se mais por ai.

Uma das críticas que li, e que em parte entendo, é que se trata de um livro para um publico young adult. Percebo que até certo ponto se entenda que a primeira camada do livro fique a esse nível, mas não é só. É mais do que isso é vai mais fundo com a simplicidade do relato de uma relação humana entre pessoas normais, sendo estas pessoas que tem as suas personalidades, falhas, traumas, vazios, etc., que por vezes se quer fazer queres que não existem com os relatos permanente de vidas maravilhosas que hoje abundam das redes sociais.

Não creio que seja um livro consensual, que mais do que em outros livros, cada leitor vai encaixar de forma diferente em resultado da sua experiência de vida. As pessoas normais que o livro retrata parecem efetivamente normais e esse é um dos méritos do livro.

É um bom livro, uma boa leitura para cada um ler à sua maneira. Eu gostei sinceramente e por isso recomendo.

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