Fotografia da minha autoria

«O amor desenhado a lápis de cor»

É linha que se esbate

Em peito morno e ondulante

Como lápis de cor que se fragmenta

Em movimento lento

Qual bailarina numa caixa de música

De melodia muda

E num perdão que me escapa

Como fumo de cigarro pousado num parapeito

Reprimo a esperança

De ver o despertar da aurora

Sem milagres que se transformem em poemas

Faltam-me as horas certas para reconhecer a maré

Pintada em alto mar numa tela sem luz

E nesta cornucópia

De raspas de carvão alaranjado

Ficam as palavras desertas

Neste céu aberto de folhas vazias

Onde o amor é naufrago

E eu desaprendi de ser cais