
... «estudem nele como devem ser. Ainda subdiácono, já a inocência dos seus costumes rescendia mais suavemente que um açafate de açucenas sob o aljôfar de manhãzinha. Trazia-o sempre o prelado à mão direita, e de tal graça, por merecida, não houve ordinando nem fâmulo nem chantre que cobrassem a sacramental inveja. Além de filho estremado de nobre e rica família, possuía Gonçalo um espírito sempre assistido da branca e sábia Pomba, tão feito nas letras humanas e atolado que estava para nascer heresia que não reduzisse a pó, mais fácil do que se brita com uma pedra uma noz chocha, nem ideia cismática que deixasse de devolver à fábrica de Belzebu, mestre nos reles artigos de plaqué. Por isso, muito cedo começaram a dar que falar a santidade da sua vida e a finura do seu entendimento.»...
(continua)