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«Seja gentil»

O presente é incerto. A pandemia virou-nos do avesso e acentuou dificuldades económicas, sociais e mentais. Por isso, mais do que nunca, é fulcral apelarmos ao bom senso, fazendo da empatia o nosso impulso. Porque, enquanto parte de uma sociedade, não podemos ignorar o que nos rodeia, sobretudo, se pudermos tornar os passos dos nossos pares mais leves. Facilita mesmo muito se soubermos dividir contrariedades. E se aprendermos a cuidar com toda a honestidade.

É certo que não temos capacidade para auxiliar todos aqueles que necessitam desse colo. Ainda assim, isso não pode ser justificação para permanecermos de braços cruzados. Por vezes, fazemos a diferença estando. Noutras, é preciso uma doação mais concreta. E, dependendo da nossa disponibilidade, vamos gerindo o grau do contributo que podemos oferecer. Há alturas em que nos sentimos impotentes, porque não temos margem de manobra suficiente e queremos ser parte da solução. Mas podemos sê-lo, visto que temos ao nosso alcance uma ferramenta imprescindível: o meio digital. Neste mundo quase sem fronteiras, o passa a palavra ainda tem poder para mudar o desfecho da história.

Estarmos atentos é a melhor estratégia para identificarmos o problema e percebermos como podemos contribuir para que este diminua. E podemos ir desde os gestos mais simbólicos aos mais expansivos. Todos contam, desde que feitos com as intenções certas. Por isso, e consciente que esta teia é muito mais densa, partilho três maneiras de ajudarmos.

FICAR EM CASA

É a expressão que mais temos ouvido, mas sinto que nunca será de mais reforçá-la, até porque continua a haver quem não tenha compreendido a gravidade do que estamos a viver. A não ser que seja mesmo necessário saírem, fiquem em casa. Protejam-se. Protejam os vossos. E não saturem os profissionais que, neste momento, estão em ponto de rutura, com tanto trabalho entre mãos. A irresponsabilidade de um põe em causa a saúde de todos. Por favor, não olhem apenas para o vosso umbigo. Esta situação não é fácil para ninguém, por isso, não a agravemos.

CAMA SOLIDÁRIA

O confinamento obrigou o Sistema Nacional de Saúde a enfrentar desafios acrescidos, por isso, há profissionais a precisar de conforto e de descansar. Foi com esta premissa em mente que nasceu o projeto Cama Solidária, que pretende angariar autocaravanas ou casas, perto dos hospitais e centros de saúde, para que aqueles que estejam na linha da frente não sucumbam de cansaço. Assim, podemos contribuir de várias formas: seja ao disponibilizar casa/caravanas/terreno, seja em regime de voluntariado, seja num plano de doações alimentares e/ou monetárias. Para mais informações, visitem o site camasolidaria.pt.

UNIÃO AUDIOVISUAL

A Cultura, tão essencial à nossa vida, foi um dos setores mais penalizados com a pandemia. Num meio que envolve tantos profissionais, vários foram aqueles a ter a vida do avesso e a ver o seu futuro adiado. Portanto, de modo a revertermos um pouco essa situação, podemos ajudar a União Audiovisual doando para o seguinte IBAN:

PT50 0035 0402 0005 4127 630 70

Sei que iniciei os tópicos anteriores a referir para ficarem em casa. Porém, se tiverem alguém próximo a necessitar de apoio, disponibilizem-se, por exemplo, para lhe ir fazer as compras. Estejam perto por chamada, porque as saudades são duras, mas ouvir a voz dos nossos acalma. E, sobretudo, cuidem de vocês. Por vocês. E porque só assim poderão ser colo para mais alguém. Se precisarem de conversar ou sentirem que posso ajudar de outra maneira, as portas desta casa estarão sempre abertas. Sejamos responsáveis por um amanhã melhor!

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