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| Fotografia da minha autoria |
«Quanto mais cedo nos distanciarmos,
mais cedo nos abraçaremos»
O histerismo da desinformação não nos deixa a salvo. Num país em alvoroço, por uma pandemia que nunca julgamos ter de combater, é perentório acalmar. Ser consciente. E seguir as recomendações partilhadas pela OMS e, consequentemente, pela nossa Direção-Geral de Saúde. Para, assim, evitarmos propagar o pânico e correr riscos desnecessários. Se cada um de nós for responsável, o problema pode não desaparecer de imediato, mas minimizamos o caos. E permitimos que os profissionais e entidades competentes efetuem o seu trabalho em segurança, com uma capacidade de resposta célere e eficaz. Para todos.
É certo que o COVID-19 tem impedido um plano direto. Pelos sintomas e, sobretudo, pelo período de manifestação. E é esta imprevisibilidade que nos amedronta. Portanto, antecipar, como mencionou Bruno Nogueira, parece-me o mantra mais acertado. Infelizmente, a contenção não abrange toda a sociedade, porque há inúmeros serviços em funcionamento presencial. Mas, caso exista a possibilidade de reduzirem o contacto e trabalhar a partir de casa, as rotinas só carecem de um reajustamento. Até porque não é tempo de pensarmos apenas no nosso umbigo. É tempo de cuidarmos. Juntos. De agirmos por um bem maior. E de sermos capazes de compreender que é preferível fazermos um esforço redobrado agora, do que termos que gerir consequências irreversíveis num futuro próximo.
Para esta altura de isolamento, sinto que necessitamos de um colo acrescido. E de abraçar tudo aquilo que nos permita desligar um pouco da realidade. Não ao ponto de a desvalorizarmos, mas na medida certa para que não nos consuma a sanidade e a esperança. Deste modo, como não tenho competências para estar na linha da frente a lutar, auxilio como posso: cumprindo as diretrizes aconselhadas e produzindo conteúdo. Deambulando por áreas que me entusiasmam, aproveitei a magia do número sete para criar várias listas de sugestões, que podem ser autênticas aliadas enquanto estivermos no conforto do nosso lar.
📖 Literatura
Os livros abrem-nos portas inesgotáveis. Por isso, nada como priorizarmos aqueles que permanecem na estante à espera de uma oportunidade. Por tudo o que implicaram no desenvolvimento do meu caráter, não posso deixar de destacar estes títulos.
📺 Séries
É um dos formatos que mais privilegio. Não só pela imensidão de histórias e géneros, mas também pelo desenvolvimento em si e pelos elencos. Seja para descobrir novas, seja para colocar episódios em dia, não descartem a possibilidade de uma maratona seriógrafa.
🎥 Sétima Arte
É, sem qualquer dúvida, a arte que menos priorizo, mas há argumentos memoráveis, que nos enchem as medidas. E esta lista é, igualmente, um lembrete pessoal, para que abra a janela a novos filmes.
🎧 Música
Não passo um dia sem ouvir música. E há artistas que são parte da minha identidade. Pelo talento e pelas emoções. Além disso, esta manifestação artística permite-nos viajar sem sair do lugar.
✎ Blogosfera
Acredito que os blogues continuam a ser relevantes, sobretudo, pela paixão inerente aos seus criadores. E, em dez anos de casa, cruzei-me com pessoas inspiradoras, que sempre me incentivaram a seguir o meu caminho, por maiores que fossem as mudanças. Numa sociedade que vive a correr, aprecio quebrar a tendência e perder-me no conteúdo de quem escreve por gosto, encontrando na blogosfera um porto seguro.
🎤 Podcasts
Ouvir os outros aproxima-nos. Relaxa-nos. E é um exercício interessante para quem gosta de parar e descomplicar a azáfama do quotidiano. Além disso, neste período de quarentena em particular, transmite-nos a sensação de estarmos lado a lado, em comunidade, a discutir temas que nos fascinam ou que nos impelem a refletir.
🎲 Desafios
Sair da nossa zona de conforto é uma possibilidade muito válida, até para nos mantermos sãos e ativos. Entre exercícios de escrita criativa, aprendizagens e trabalhos manuais, as opções são infinitas.
🎫 Stand Up / Projetos de Humor
A comédia salva-nos. Ajuda-nos a relativizar. E, enquanto não perdermos a capacidade de rir, a vida afigura-se mais leve.
📌 Extras
As sugestões são intermináveis, atendendo a que não nos podemos esquecer dos gostos de cada pessoa. Portanto, só temos que ser criativos. Apelar ao nosso bom senso. E gerir o nosso tempo com consciência. Porque as ferramentas estão todas à nossa disposição.
O presente está confuso. Inquietante. Mas retirem o melhor desta condição atual e provisória. Recorrendo, novamente, às palavras de Bruno Nogueira, «vamos escrever o melhor final que esta história pode e merece ter». Salvaguardem-se. E protejam os vossos. Amar é isso ❤









