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| Fotografia da minha autoria |
«O poema é ver com lanternas que cor é a cor do escuro»
O outono é uma das estações que mais me conforta pela energia intimista. Sabem quando diminuímos as luzes de uma divisão ou acendemos uma vela para o ambiente ficar aconchegante? É assim que defino esta época que precede o inverno. Além disso, sinto que tem sempre uma alma de mistério, de calma e de poesia.
É raro selecionar as minhas leituras de acordo com a estação do ano, até porque procuro diversificar em qualquer momento, mas reconheço que existem narrativas que se enquadram muito melhor em determinados contextos - se calhar, por terem pontos que se tocam nas suas essências. E sinto, cada vez mais, que as obras poéticas combinam com este tempo mais fresco, que já vai pedindo outra camada de roupa e bebidas quentes.
As entrelinhas de cada verso amadurecem e vão caindo como as folhas em tons de amarelo, laranja e vermelho, pintando os nossos sonhos em movimento, mas sem nos retirarem o equilíbrio dos pés amparados às raízes. E para viajarmos sem sairmos do lugar, confortavelmente acompanhados por uma manta e uma chávena de chá [ou de café], tenho oito exemplares de poesia que descobri este ano e que sinto que nos permitem abraçar o outono em diferentes pontos: porque o outono é, por si só, um poema que nos transcende.
8 LIVROS DE POESIA PARA ABRAÇAR O OUTONO








