Quando eu morrer, minh’alma, como a garça,

Há de planar, feliz, o meu lugar...

E lá dos céus, silente, há de olhar

O sol, que a noite, aos poucos, já esgarça...

***

Há de sentir a chuva fina e esparsa

Que, aos poucos cai por sobre a terra e o mar,

E bem suave, leve, qual fumaça,

Nos céus de minha vida irá voar!

***

Há de rever as serras, matas, rios,

E tudo que deixei por lá um dia,

Aldeias, índios, roças, muito mais...

***

Os pantanais, seus braços tão macios...

O amado meu! Que tanto me queria!

Depois, talvez, há de partir em paz!