Os sinos dobram! Choram reticentes, tristes!
Revejo a vossa imagem a caminhar no adro,
Por trás do véu dos tempos idos, mui cendrado...
Co’as vestes noturnais do dia em que partistes.
Invocam, dentro em mim, o dobre dos finados,
Anunciando a vossa morte e despedida,
Em lúgubres lamentos vindos lá da ermida,
Que se somaram aos meus, profundos, enlutados.
Os sinos dobram tristes! Choram reticentes!
E as minhas noites, como eles, são plangentes,
Jamais eu fui feliz depois de vosso adeus...
Saudades eternais residem dentro em mim!
E hão de ir comigo até meu pobre fim,
E vivereis em mim, nos tristes sonhos meus...
