Se um dia lerdes meus sonetos, cartas,
De minha entranha os versos arrancados
Dos meus recantos ermos, sufocados,
Nas noites de tristezas longas! Fartas!
Se meus sonetos, cartas, versos lerdes,
Tereis, por certo, lívida lembrança,
Do meu penar, sofrer, desesperança,
Que hoje jazem nestes campos verdes!
Apenas vos verei do além, distante,
Por vós não poderei mais versejar,
E haverá mais nada a vos falar!
No sepulcral silêncio desse instante,
Sem que o vosso pranto me acalante,
Minh’alma lá do alto há de chorar!
