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| Fotografia da minha autoria |
«Que o Natal seja um símbolo de amor»
A essência de determinadas épocas não perde a sua autenticidade, se as vivermos com o coração no sítio certo. Porque há traços inspiradores, que tornam o nosso percurso mais bonito e com um propósito ainda maior. Por essa razão, o Natal terá sempre um lugar especial no lado esquerdo do meu peito, pois representa tudo aquilo em que acredito. Tudo o que sinto. E tudo o que faço por perpetuar ao longo do ano.
O espírito natalício descreve-me. Faz parte da minha identidade. E motiva-me a acrescentar um toque de magia aos meus passos, para que a minha estrada fiquei com mais luz. Há um aconchego na harmonia que transborda. E uma base de segurança da qual não sei - nem quero - largar a mão. Portanto, tenho motivos infinitos para adorar o Natal. Mas há sete em particular que acabam por sobressair. E que, para mim, são os elementos basilares desta quadra tão maravilhosa e única.
Valores: A solidariedade, a entreajuda, o amor, o cuidado, o mimo, a partilha são valores imprescindíveis nas nossas relações intra e interpessoais. Porém, acredito que ficam mais fortes nesta altura. Inconscientemente, sinto que este lado emocional, afetivo e empático tem mais peso. E ainda bem! É verdade que também existe muita hipocrisia, mas o lado honesto vence sempre - tem que vencer, caso contrário, o mundo perderia todo o seu encanto. E eu continuo a ser pelas pessoas. Continuo a crer que existe um fundo bom nos seus gestos. E quem vem por bem, transmite uma energia incomparável.
Família reunida: Nem sempre a azáfama do quotidiano e os horários desencontrados nos permitem estar juntos, com a regularidade desejada. Mas nesta quadra é obrigatório, até porque não me faria sentido celebrá-la de outra maneira. A minha família é a minha fortaleza. E ainda sonho com o dia em que terei uma casa maior, para nos reunirmos todos à mesa. Enquanto não é possível, vamo-nos dividindo da forma mais conveniente, mas sempre com a certeza de que, apesar de não estarmos na mesma casa, há um tecido que nos une a todos.
A decoração: Embora só decore a casa no dia oito de dezembro, adoro o ar aconchegante com que fica. Adoto um toque minimalista, apostando nas peças certas em lugares estratégicos, mas sou logo envolvida pela fantasia desta época. Além disso, fico sempre encantada com as opções decorativas nos espaços exteriores, especialmente, de casas perto da minha. Há um brilho diferente, que torna tudo memorável.
As luzes na cidade: Sou apaixonada pela minha cidade. E pelo Porto. E adoro passear por ambas, durante o dia ou mesmo à noite. Contudo, quando se revestem com as luzes de Natal, ficam ainda mais bonitas, obrigando-me a parar para absorver cada traço deslumbrante. Parecem o cenário de uma história encantada, que me embala e conquista - e já nem menciono a música que voa em cada estabelecimento.
Os doces: Sou gulosa por natureza, mas há doces que só como nesta altura do ano. Apesar de não me descontrolar, como é que é possível resistir a uma mesa onde coabitam leite creme, pão-de-ló, rabanadas, ferrero rocher, after eight e aletria? Impossível!
Presentear os nossos: O melhor do Natal não são os presentes, mas adoro que seja mais uma desculpa para mimar quem me é tanto. O segredo não passa pelo dinheiro que se gasta, mas pela intenção; pela demonstração de que aquela prenda foi pensada para aquela pessoa. Por isso é que também gosto de olhar para debaixo da árvore, equacionando o que me calhou em sorte. É o gesto que diz tudo.
O Quebra Nozes: É uma das minhas histórias favoritas. E, certamente, foi um dos filmes que vi mais vezes. Porque aborda a essência do Natal, remetendo-nos para a inocência e para a fronteira entre o sonho e a realidade. Em simultâneo, permite-nos refletir sobre a importância das pessoas na nossa vida, levantando a barreira dos preconceitos.
E vocês, porque gostam do Natal?
