Fotografia da minha autoria

«Sem deixar rasto»

Morreste-me

Em quatro folhas rasgadas

E eu feita de pó

Nem disse adeus

Estou de partida

Ébria, vulnerável

Como palavra escondida

No fundo do baú

E como se perecer fosse

Um trejeito

Faço um jeito de me afundar

Nestas linhas desorganizadas

De pensamentos vazios

À espera que a mina da lapiseira

Seja mais forte que o silêncio

Isto é só o que me resta

Uma sentença imprudente dos nossos atos

E então quebro

Para ser menos

Morreste-me

E eu já não sei se serei

Mais do que aquilo que escrevo

Ou se só serei mais uma

Miragem em corpo vazio