«Boa sorte dizes tu
E eu sou tão cismado
Que nem saí deste lugar
Quero dar motivo ao caos
E abro o guarda-chuva
Na minha sala de estar
[...]
Fujo à sorte a sete pés
Porque esta apatia
Pesa menos que falhar
Pus-me a calcular o preço da sinceridade
E não estou pronto para o pagar
[...]
Boa sorte dizes-me
E lavo as minhas mãos
Carrego a superstição
Se faltar-me a folha ao trevo
Eu convenço-me que não sou
Quem prende os meus pés ao chão
[...]
Morro de ciúmes, já virou costume
É fácil levantar mas mais é sabotar-me
E morro de ciúmes, faço o que é costume
Desisto ao chegar e culpo no azar
Parto o espelho, entorno o sal
Sento 13 para jantar
Tenho um gato preto à porta
E outro dia para enfrentar
Entre a espada e a parede
Eu ganho estofo
E ainda me hei-de consertar»