«Tu devias ter algo aqui
Para brindar comigo
Pôr aquele som e uma velinha
A inspirar quentinho
[...]
Tu podias vir sentar-te aqui
Neste sofá mais perto
Pôr um dedo junto à minha pele
Incendiar o resto
[...]
Pois tu vacilas, tu receias
Tu refilas e esperneias
Tu para isto não tens jeitinho nenhum
[...]
E tu explodes, enfureces
Mas bocejas e adormeces
Tu para isto não tens jeitinho nenhum
E sou eu
Quem te atira para trás
Quem a tua cama desfaz
E muito embora
Queiras ter tudo no seu lugar
Eu não vim para arrumar
Desculpa lá
Despentear-te um bocadinho
Amarrotar-te a camisa engomada
Se não for eu a espalhar as brasas todas
Tu não mexes uma palha»