Fotografia da minha autoria

«E, de repente, a vida vira-te do avesso»

Preciso de um café

Cheio, forte, sem açúcar

Puro, para me acordar os sentidos

Sinto-me a entrar em transe

Induzido pela dor do esquecimento

E fiquei sem apetite

Sem cheiro, sem sorriso

Porque [ab]sorvi preocupações

Rugas de expressão e desgostos

Em colheres de chá

Sinto-me a percorrer o lado errado

Da vida, da paz, do amor

Estou a entrar numa espiral de tristeza

A abrir falência emocional

Limitando o meu discernimento

Preciso de acordar, de voltar

A ser tudo de mim

Preciso de afastar os fantasmas

E parar de querer apenas sobreviver

Quero uma bebida intensa

Uma vontade inquebrável

De ser alguém e não ceder

Porque começo a perder-me

Não, o caminho não é este

Não me posso permitir afundar

Pois não mais voltarei à tona