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| Fotografia da minha autoria |
«Se soubesse como era
sentir-me segura»
De um riso o meu chão se desfez em lágrimas
Por um amor perdido, traído, como se o mundo
Estivesse perto de ruir pela falha
Pela mágoa que dilacera o meu peito ardente
Como garra de leão, enjaulado, em apuros
Procurando uma saída, um pedaço de luz
Que lhe conceda um pouco de paz
E no meio de uma centena de estilhaços
Caí desamparada na revolta
Humilhada pelo olhar mortificado
Como prata de um garfo deitado ao lixo
Ó meu ardente céu azul
Meus olhos de água em sofrimento
Perdi-me de mim no meio de um descampado
Barulhento, oscilante, tão desconexo da minha dor
E enquanto a minha dignidade se despedaçava
O mundo continuava a girar
A seguir sem empatia pela vida que eu
Perdia diante dos meus olhos
Mas como uma borboleta
Hei-de renascer, voar adiante
Para lá da nuvem de breu
Que encerra a minha tempestade
E como jóia sem qualquer valor
Perdida em mentiras vãs
É só mais um segundo que enfrento
Até que o relógio deixe de bater
