Um livro que nos fala sobre a vida e a morte, sobre estar e ser, amar e estar só. A ilha é a da Berlenga. as viagens de ida e volta que levam e trazem turistas e coisas. O farol, da ilha, que encerra nele mistério e romance.
Um despiste mortal, junto à Costa da Morte e Giovana acorda, mais uma vez. Terá sido apenas mais um pesadelo? E porquê? O próprio livro leva-nos por descrições tão vividas que parece que estamos dentro delas, para depois nos apercebermos que somos só leitores e que talvez aquilo que descreve não esteja realmente a acontecer ou que nunca tenha acontecido.
É uma história maravilhosa, de amor, de drama pessoal, de emoções muito fortes, tão fortes que me fizeram realmente respirar fundo e fechar o livro com os olhos cheios de lágrimas, para conseguir racionalizar as emoções todas e gerir os meus sentimentos tão diferentes mas tão estranhamente iguais aos das personagens.
A depressão de Leonardo, como todas, tem o seu ponto de arranque. A sua dor é justificada, pelo menos para ele, com o fim de um casamento que pensava ser eterno, mas que teve de acabar. O farol é o pior sítio para uma pessoa como ele estar, mas é ali mesmo que ele sente que deve estar, sozinho, feliz por ter salvo uma rapariga de olhos verdes mas infeliz e com pena dele mesmo.
Um romance que me deu a conhecer Ana Afonso Simão. Espero que ela volte a escrever, pois achei a sua escrita maravilhosa.