«Pés bem assentes

Na pedra quente

Planta queimada

Pegada na estrada

Sabor amargo

Trilho eterno

Que teima em enganar

[...]

E um doce impulso

Provoca o arrepio

Leve e fugidio

Num vaivém

Um grito surdo

Uma celebração

Velha recordação

Que teima em ficar

Inferno que promete acalmar

Em brasa na espera de chegar

[...]

Num último suspiro

Azul de imensidão

O tempo transforma

Memórias para contar

Sobra energia

Vontade de voltar

Respira...

Chão e carvão

Água com limão

Estamos cansados

Mas ninguém diz que não»