Fotografia da minha autoria

«Há que levar o que restou»

O olhar apaixonado

Cativa a essência

Que um estreitar de laços

Implementa no peito inquieto

E tu cuidas de mim

Como flor que brota

Em jardim baldio

Só que eu não sei corresponder

A esse mimo

A esse amor

Por estar quebrada

Numa miragem de mim

Regas-me as pétalas

A alma e os sonhos

E eu giro ao teu redor

Confusa

Inebriada

Por um aroma indecifrável

Talvez a magnólia

Que eu sinto

Em cada abraço

Onde me proteges

E assim já não posso regressar

Ao vazio da minha culpa

Que expio nas margens do rio

Onde apenas eu

Oculta, desconexa

Consigo chegar