uma tulipa sem florescer
processo de luto, poesia confessional, dor da perda, saúde mental, fragilidade humana
Fotografia da minha autoriadói-me o lutocomo se fosse uma doença pelo corpo todoquebrado, sem sinais de recuperaçãoe não descobri aindacomo é suposto continuarquando nos fragmentampedaço a pedaço sem piedadearrancando-nos tudo aquilo que nos sustemfuncionais ou a fingir que o somose a culpa?o desejo de mudar de ladode ser eu que já tenho o tempo curtomas foste tue nunca me conformarei com a injustiçacomo é que uma tulipa não pode florescer?
Texto originalmente publicado em Entre Margens