«Olha lá
Não sei onde é que andas
Nem como é que estás
Sempre encontraste a tal paz
Que procuravas?
Eu vi passar o tempo por mim
Como um autocarro
Que vive atrasado
Até para te encontrar
Encontraste alguém melhor que eu?
Eu espero que sim e rezo que não
Fizeste das memórias um museu
Ou sou só eu o remédio para a tua solidão?
Se for para ir, vai-te de vez
Eu já não estou cá
O que ficou é o que vês
Que vive do pouco que me dás»