«Por vezes posso ser distante
Como um barco à deriva
Num mar de gente sou errante
E só procuro uma saída
Em tempos foste o meu abrigo
O farol dessas viagens
E o meu coração seguiu-te
Correu atrás de uma miragem
[...]
Disfarço mal esta amargura
Perco em ser um livro aberto
[...]
Meu bem, não faças caso
Hoje estou ausente
O passado quando assalta
Não dá tréguas ao presente
A memória quando invade
Pinta o céu de rosa claro
E enquanto não for tarde
Teu amor não morre em mim»