
Ó, lua cheia que prateia a rua,
Beijando co’s seus raios as calçadas,
As rosas coloridas, perfumadas,
Quisera ser assim, ó, bela lua!
Por que não me iluminas, lua cheia?
Existem nos meus ermos sombras densas,
Enormes e profundas, mui extensas,
Sem ter sequer a luz d’uma candeia.
Oh! Lua cor de prata! Purpurina!
Oh! Vem! Formosa lua! E me ilumina!
Por que de mim te esqueces tanto assim?
Clareia os ermos meus, as minhas sendas,
Co'a luz dos raios teus, de finas rendas,
Põe fim nessa tristura dentro em mim.