Capti Lunae

 
Quando vem, entre noites perfumosas,
esta Lua, de cândido luzeiro,
  é que vejo no meu olhar primeiro o vapor suavíssimo das rosas.

   É tão pura, de encantamento e glosas,
serestada num madrugar ligeiro;
permanece fulgindo no cruzeiro
o mistério sutil a que desposas.

Poderia em mil astros sem ser eu
aos delírios, num fresco raio seu,
serenar-me nas mágicas poções?

Mas ser Lua de fósforos gritantes,
faz agora o sentido do que antes
exalava o aroma dos caixões!

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"Laboratório de Alquimia"

Fonte: http://bibliodyssey.blogspot.com/