Diante desse espelho estou agora...

Como fugir não há de meu olhar,

E meus detalhes passo a debulhar,

E marcas vejo em mim da fria aurora.

Em minha tez um mapa bem traçado,

Com becos, com veredas e mil atalhes,

Que levam-me, sem erro, aos meus detalhes,

De volta me conduzem ao passado!

Exploro cada vinco em minha face,

A recordar amores meus, amantes...

Os tempos mais felizes, tão pujantes!

E a mim me busco, em todos os quadrantes,

Embora a minha vista já se embace,

A mim me encontro, nua e sem disfarce!