«Já não durmo e o tempo, aos poucos,

Começa a roubar-me a vida

Tanta porta para entrar

E eu quero encontrar a saída

Sinto que eu própria já não me reconheço

E quando escrevo a história, 

Às vezes não me lembro

Quem era, como era

[...]

Eu sou só um corpo que curou

Todas as suas feridas

Mas dentro da minha cabeça

Tenho a alma destruída

[...]

Chorei no meu ombro ao espelho

Só para me confortar

No reflexo vejo o medo

Por pensar em falhar

Quem era, como era

Somos só memória à espera

De não ser esquecida»