
Tu és uma rosa, uma cândida rosa,
Que do Éden brotou em uma sagração.
Uma graça probida, áspide nebulosa,Infinita beleza vinda em profusão.
Forma perfeita e pura, luzente, briosa,
Glosa do mais belo fruto da Criação!
Rosa grã e lasciva, ó ardente rosa!
Meu caminho errado, minha perdição...
Rosa de diamantes, brilhantes astros,
De milhares de faces, de ausentes rastros,
És um manto litúrgico embriagador!
Rosa sólida e frágil, vívida e exangue,
Em carne e amor, minha rosa de sangue,
Meu cometa errante, distante da dor.