Fotografia da minha autoria

«Um coração cheio não consegue medir as palavras»

Pudessem as saudades medir-se em palavras

E eu saberia tão pouco da vida

E desse caos incómodo

Que te habita em chama a meia-luz

E eis que me ergo

Madrugada que se refaz

Esquecendo-se do tempo vazio

Amargurado e cansado

Embargado na minha voz

E neste labirinto onde me perco

Falhou-me o pé e a esperança

E fundiu-se a lâmpada de cristal

Tão fino e tão sem chão

Onde me deito a existir