Fotografia da minha autoria

«Andei por aí, procurando o universo»

A vida ao mar, sentida

Em outono na cor da pele

Sereno e quebradiço, desigual

Dentro de uma nuvem desabitada

Sem chuva, sem sol, sem cheiro

Estende-se o tempo

O frio e o amor

Solta-se um grito fugidio

E avança-se pela amargura

Em ruas estreitas, desalinhadas

De um tom fosco, inesgotável

Nesta história de ninguém

Há pouco choro de saudade

Mas o corpo ausenta-se

Procurando um sentido

E mais um pedaço de chão

A corda desenlaça-se

Há um ritmo sem compasso

Clamando a fé

De um amanhã fugaz

Que vagueia livre

Nesta estrada sem abismo