Sempre que tenho um fim de semana em que não tenho oportunidade de ler – tempo tenho, opto é por fazer outras coisas – sinto sempre que não ando a ler nada de jeito. Sei lá, é mais forte que eu e este foi um fim de semana de muita outra coisas e pouca leitura – umas páginas antes de adormecer de kobo na mão e óculos na cara. Mas andar a ler pouco não significa que tenha menos vontade de ler…tudo. (Sim, é nesta altura que imagino o José Rodrigues dos Santos a dizer “Tudo, elas querem ler Tudo”)

Acho que isto é algo com o qual a grande maioria dos leitores se identifica – esta vontade ler mais do que conseguimos – e que pode criar uma certa ansiedade. Se eu fosse uma pessoa de listas (que não sou, a não ser que contemos com a lista imaginária de que falo quando digo “esse vai para a lista” ou “esse está na lista”) a minha lista de livros que “quero muito ler” seria interminável e uma constante fonte de ansiedade. E olhando para o grupo de whatsapp da malta dos livros, não sou a única a ficar cheia de vontade de ler tudo e acabar por ler quase nada.

As redes sociais não ajudam – estamos constantemente a ser bombardeados por novos lançamentos, re-lançamentos, pré-lançamentos e opiniões que nos fazem tirar notas (mentais) e salivar por mais uma leitura.