ENTRELINHAS || SEM SAÍDA
thriller psicológico, literatura de suspense, narrativa de ambientação fechada, resenha de ficção contemporânea, struxura narrativa intensa
Fotografia da minha autoria«O que estaria disposto a fazer para salvar uma criança?»Avisos de Conteúdo: Rapto, Violência, Manipulação, Doença Prolongada, Linguagem ExplícitaAs aparências iludem. Nem sempre, mas, por vezes, nas circunstâncias em que mais necessitamos de nos rodear de aliados. E é assim que aumentam as dúvidas, que nos mantêm em suspenso e colocam os nossos limites à prova. Tal como acontece no livro de estreia de Taylor Adams - que descobri graças a Lana Condor.«Sempre foi fascinada pela morte, desde criança»Sem Saída é um thriller psicológico viciante, hipnótico, que se desenrola num plano fechado e, caso não me falhe a memória, durante 12 horas, dividido por cinco capítulos centrais. Embora aparente ser um período temporal algo curto, há imensa coisa a acontecer. Aliás, existe uma série de reviravoltas e contratempos que nos inquietam e que nos fazem sentir a intensidade de cada momento, dos medos, do desespero e do ambiente claustrofóbico para o qual somos transportados. Porque o enredo é feito de camadas sombrias.«Ouviu-se outro som, agora mais nítido.Alguém a respirar pela boca»A premissa é bastante clara: devido a uma tempestade, a protagonista vê-se obrigada a permanecer numa área de repouso, na companhia de quatro estranhos. Descrito assim, este cenário não seria estranho. O problema é que, num dos carros, há uma criança raptada. Automaticamente, formam-se diversas questões e Darby sente-se impelida a agir. Mas como? E, pior, com que ajuda? Porque o clima de desconfiança é gritante.«A área de repouso de Wanapani era um barril de pólvora à beira de explodir»Sem Saída tem uma escrita envolvente, prendendo-nos numa aura de horror. Apesar de as peças do puzzle encaixarem, somos constantemente surpreendidos e as nossas teorias ficam desfeitas. Além disso, sem qualquer contacto com o exterior, é um retrato de empatia e resiliência. Com silêncios nos tempos certos e uma estrutura narrativa que nos faz querer avançar, o final é doloroso. Mas tem uma mensagem extraordinária!«Aquela noite fora um autêntico turbilhão de pura sorte e de surpresas de última hora»Nota: O blogue é afiliado da Wook e da Bertrand. Ao adquirirem o[s] artigo[s] através dos links disponibilizados estão a contribuir para o seu crescimento literário - e não só. Muito obrigada pelo apoio ♥
Texto originalmente publicado em Entre Margens