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| Fotografia da minha autoria |
«A inspiração existe, mas tem de te encontrar a trabalhar»
O silêncio que me envolve, aumentando o volume das conversas que apenas mantenho comigo, é um dos meus impulsos mais fortes para saber identificar todos os apontamentos que me inspiram. Porque, ainda que não o pareça, deixa-me mais predisposta para escutar, para observar e para analisar cada um dos estímulos que vou acolhendo nesta jornada.
Houve uma fase em que acreditei que a inspiração surgia de uma forma muito pontual e que, por isso mesmo, não seria produtivo forçar algo que carecia de uma certa aura. No entanto, fui compreendendo que este pensamento pode ter várias camadas e aproximei-me de uma afirmação de Pablo Picasso, que transmite uma ideia particular: «Que a inspiração chegue não depende de mim. A única coisa que posso fazer é garantir que ela me encontre a trabalhar». Não posso precisar se as palavras são tal e qual estas, mas a mensagem reflete a aprendizagem que alcancei, visto que também somos responsáveis pelo seu aparecimento.
Eu torno-me mais criativa, se colocar em prática determinadas visões. Pelo mesmo princípio, também só consigo evoluir, caso me dedique aos compromissos - pessoais, sociais, profissionais - que abracei de alma e coração. Porque é num plano prático que percebo o que funciona e o que necessita de ser aprimorado. Portanto, cada vez mais sinto que a inspiração segue esta linha espontânea, mas com método. E eu vou absorvendo cada traço da sua manifestação, porque assim reinvento-me.
Há muita coisa que me inspira e, por essa razão, procuro estar atenta aos sinais, para que a experiência seja o mais significativa possível. Contudo, reconheço, nem sempre tenho plena consciência de tudo aquilo que me permite saltar para esse palco, porque flui com naturalidade. Porém, enquanto escutava a conversa entre a Sofia Costa Lima [A Sofia World] e a Inês Mota [Bobby Pins] - aqui -, senti necessidade de fazer este exercício e verbalizar os sítios onde bebo a minha inspiração.
1. Livros/Séries/Programas de Televisão
[Porque a cultura é um mundo de temas inesgotáveis]
2. Fotografias
[Porque acho interessante criar um contexto, um enredo e, até, personagens para aqueles cenários, sobretudo, quando já os visitei. Muitos dos meus poemas foram escritos a partir destes fragmentos]
3. Blogues/Redes Sociais
[Porque cada pessoa tem a sua identidade e uma maneira singular de mostrar a sua visão sobre determinados assuntos. Além disso, é esta partilha em rede que nos vai motivando a criar com mais qualidade]
4. Música
[Às vezes, nem estou atenta à letra. Escuto a melodia e sou transportada para outro lugar. Por isso, escrevo na sua companhia]
5. Podcasts
[As conversas continuam a ser um impulso de inspiração extraordinário, sobretudo, quando focam em temas que nos fazem sair da nossa zona de conforto. Assim, alargo horizontes e consigo ser muito mais produtiva]
Onde bebem a vossa inspiração?
