Fotografia da minha autoria

«Temos o passado, o presente e o futuro»

O novo ano traz uma pequena bagagem e algumas datas a ter em conta, mas as expectativas permanecem equilibradas. Não sei se a idade trouxe mais sabedoria, sei, isso sim, que continuou a calibrar a ponderação.

Assim, senti necessidade de ir recuperar os pequenos propósitos que bordei para 2023, para perceber de onde parti e onde cheguei. Mesmo com algumas oscilações pelo meio, acho que o saldo é bastante positivo.

os propósitos de dois mil e vinte e três

sair mais para ler/escrever: não o fiz tanto como imaginava, mas compensou em todas as vezes que o fiz;

dedicar-me mais à escrita: aconteceu e não só revi o meu manuscrito, como também consegui escrever mais contos e comecei outro livro de poesia;

enviar o meu livro: ainda não acredito que tive coragem de avançar, houve alturas em que pensei que continuaria tudo igual, mas seguiu o caminho que esperava e, finalmente, saiu da gaveta;

comprar menos livros: sou honesta convosco, não sei se comprei menos, porque, em abril, investi bastante em livros. Contudo, já li todos os que comprei desde essa altura, portanto, está equilibrado;

fazer algo pela primeira vez: este foi cumprido mais perto do final do ano, no entanto, parei de dar palco à síndrome do impostor e lancei o meu podcast, entre o verso e o silêncio.

os propósitos para dois mil e vinte e quatro

Quero conseguir alinhar mais vezes a agenda com as minhas pessoas, porque este estreitar de laços é colo e é asa. Além disso, deixa-me muito mais confortável pensar em objetivos que não fiquem presos a uma linha temporal restrita (ainda que tenha alguns específicos). Deste modo, voltei a listar os propósitos para 2024.

Ir a mais espetáculos ao vivo

Já tenho dois bilhetes comprados e quero muito seguir o registo de 2023. Não sei se será possível ter um programa destes todos os meses, por vários fatores, mas, pelo menos, quero se seja um investimento regular.

Escrever o segundo livro

O título está escolhido, bem como o tema central, digamos assim, e já não é um mero documento de word em branco. A poesia veio mesmo fazer morada em mim, por isso, vou continuar esta jornada e focar-me no manuscrito número dois - em simultâneo, voltarei a enviar o primeiro para outras editoras.

Criar uma rotina de escrita fora de casa

Um propósito que vem de 2023 e que pretendo que se manifeste mais em 2024. Acho que esta dinâmica trará outra motivação, novos horizontes e, além disso, diminuirá os períodos de procrastinação.

Não falhar com o podcast, nem com a newsletter

Os dois projetos são semanais e quero respeitar esse compromisso ao máximo, porque são duas propostas que me enchem as medidas. Confesso que ainda é estranho gravar-me a dizer os meus poemas, mas há-de melhorar, até porque estou a gostar da experiência - ser algo mais intimista também ajuda. Por outro lado, escrever sobre cultura portuguesa é algo que me fascina, portanto, já não dispenso esta forma de comunicar.

Continuar a comprar livros de um modo consciente

Este ano decidi não fazer book buying ban, mas quero seguir o princípio que estabeleci: comprar de um modo consciente, priorizando os livros que já tenho cá em casa e diminuindo a distância entre a compra e a leitura.

Recuperar as Inconfidências

Se calhar, não recuperar a rubrica na totalidade (talvez nem mantenha o nome), mas a sua essência: refletir mais sobre certos assuntos. Ao olhar para o meu ano blogosférico, senti falta disso, de estar aberta aos pequenos assuntos que me despertam interesse ou que se tornam numa questão por causa de um livro, de uma série, de uma partilha. Quero pôr-me em causa e debater, pensar mais, no fundo, acho que é isso.

Visitar mais museus e livrarias

Apostar na cultura, conhecer novos recantos e alargar horizontes, simples assim.

Bom ano! Que propósitos têm para 2024?