Sou leitora de transportes públicos e não frequento um desde dia 11 de Março. (irrita-me imenso o facto de a maioria dos livros da foto estar com o título do avesso, mas sou incapaz de os colocar com a capa para baixo) Comprados & Recebidos Ao contrário do que disse no mês anterior, acabei por ceder a algumas compras. A desculpa: apoiar livrarias e editores pequenos. Houve promoções e oportunidades vários ao longo do mês. O financeiramente impossível é (e foi) apoiar todos. Fiz anos no dia 3, e recebi como prenda Finalmente o Verão, de Mariko Tamaki e Jillian Tamaki, que estava esgotado há que tempos e foi finalmente reeditado pela Planeta Tangerina. Na demanda de um livro esgotadíssimo que a minha madrinha queria há muito ler (e que obtive graças a Livraria Leituria), surgiu a oportunidade com a K2 de ter na minha estante Navegação de Cabotagem, o mais parecido com uma memória de Jorge Amado (recordo que a obra dele é quase impossível de arranjar, ultimamente). Da Arte de Autor, vieram Verões Felizes, de Zidrou, e o quarto volume de Druuna, do Serpieri, para o meu respectivo cujo aniversário também é celebrado em Abril. Da Bertrand, uma oferta surpresa: o livro infantil Quem come o quê?, de Katerina Gorelik. A Livros Cotovia teve uma promoção muito aliciante de 40%; sendo menos que os 50% da Hora H da Feira do Livro, decidi, ainda assim, apoiar - porque a Feira do Livro seria agora no fim de Maio, porque não se sabe se acontecerá em Setembro, e porque a editora está a passar por dificuldades, tendo tido de encerrar a sua livraria, ficando sem venda física. Após faz-carrinho-desfaz-carrinho, vieram Kurika, de Henrique Galvão, O Alienista e Outros Contos e Memorial de Aires, do meu adorado Machado de Assis, Satyricon de Petrónio e O Burro de Ouro de Apuleio. Da Kalandraka, com cuja Directora Editorial tive maravilhosas conversas, vieram três livros, ainda no último dia do mês: As Meninas-Prodígio, de Sabina Urraca, Um beijo para o Urso Pequeno, de Else Holmelund Minarik e A Cabra Zlateh e outras histórias, de Isaac Bashevis-Singer, os dois últimos com ilustrações de Maurice Sendak. Recordo aqui a importância de livrarias e editores independentes. É esta, mais que nunca, a altura de os apoiar. Surgiu a RELI, rede que agrupa livrarias independentes, e descobri a existência de uma livraria de edições francesas em Lisboa. Meti conversa com alguns livreiros e estou muito entusiasmada para os visitar quando os tempos forem melhores. Lidos Após a leitura do clássico do mês, As Mãos Sujas, de Jean-Paul Sartre, decidi voltar a dedicar-me ao colosso Infinite Jest, de David Foster Wallace. Assim, as leituras restantes foram parcas: o primeiro e o segundo volumes de Gideon Falls, de Jeff Lemire (já prontíssima para um terceiro volume); Histoire de Babar le petit éléphant, de Jean de Brunhoff; e Quem come o quê? também foi lido no momento. Também em andamento: L'art et le Chat, de Philippe Geluck, um livro que tinha comprado quando trabalhei em Paris, e oferecido ao meu respectivo no Natal de 2017. Le Chat não existe em Portugal, tanto quanto percebo. Ler os Clássicos O primeiro encontro, que estava inicialmente agendado para 21 de Março na Feira do Livro de Poesia, que foi entretanto também cancelada, deu-se a 25 de Abril, via Skype. Foi um excelente encontro, e iremos repetir o formato virtual nos próximos tempos. Eu li As Mãos Sujas, de Jean-Paul Sartre, e outros dedicaram-se a: Outros Quem está a conseguir deixar o blog actualizado com tremenda categoria após dois anos e meio, quem é?! Foi preciso ter tempo em casa ao final do dia para conseguir publicar com regularidade. Parabéns a mim, suponho. A Feira do Livro de Lisboa teria tido início em finais de Maio. Não sei se tenho esperança que ocorra este ano (não sei se poderei ir, se ocorrer). Entretanto, e como o encontro via Skype foi um sucesso, estamos a planear repetir dia 30 de Maio (tornar a coisa mensal, porque a conversa foi sobre quatro temas, fora os devaneios sempre bem vindos, e durou 3h. Foi fabulosa, mas havia pessoas e gatos esganados de fome pelo final). Quem quiser juntar-se, basta enviar-me um e-mail. É bem vindo quem tenha lido meio livro que seja.