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| Fotografia da minha autoria |
«Escrever é expressar os seus sentimentos»
O blogue é o meu refúgio. É o meu porto seguro. É o impulso para desbloquear a criatividade. E, este ano, talvez mais do que em qualquer outro, foi o colo que me permitiu cuidar da minha sanidade, impedindo-me de sucumbir. Porque as palavras tornam livre a mente e equilibram o peso que, por vezes, se abate no coração. Por isso, em folhas pautadas ou lisas, a lápis ou a caneta azul, ofereci um par de asas à minha imaginação inquieta e deixei-me levar nesta onda de palavras e no conforto que é criar conteúdo para este lar virtual.
Acredito que, quem chega, percebe que As gavetas da minha casa encantada tem esse traço familiar, acabando por regressar - independentemente da frequência -, atendendo a que gosto de receber bem. E a melhor maneira de o fazer é partilhar publicações nas quais me reveja, porque nunca me fez sentido o lado ausente de uma produção em massa. Embora escreva num registo diário, o que me motiva é a temática e não a quantidade. E, enquanto sentir o entusiasmo deste desafio, continuarei a caminhar do lado certo da margem. Além disso, é através da escrita que estabeleço vínculos com outros leitores, ficando sempre sensibilizada com a generosidade presente na caixa de comentários. Defendo que a interação é uma parte imprescindível nesta plataforma e, portanto, invisto tempo nesse cuidado, para que os laços não se quebrem. E é graças a todo o retorno que vou recebendo que acalento o compromisso de explorar novas abordagens e conteúdos, mas sem descurar temáticas que já são parte da identidade deste projeto.
Modéstia à parte, sinto que partilhei textos interessantes, superando qualquer expectativa que pudesse ter para 2020. E, sobretudo, diverti-me imenso a redigi-los, porque foquei-me em assuntos que têm o meu coração. Honestamente, não sei que planos traçar para o próximo ano, nem estou, propriamente, preocupada, pois só quero que o blogue continue a ser o meu dialeto, tal como tem sido até aqui. No meio de tantas publicações que me entusiasmaram, tive alguma dificuldade em reduzir a lista. No entanto, estas 12 ficaram com uma luz distinta.
JANEIRO
HP // Os Meus Horcruxes: A nossa vida é uma passagem. Não digo para a outra margem, mas por uma fita cinematográfica recheada de momentos e de magia, se possível. Acredito que parte da nossa existência será eterna, enquanto habitarmos as memórias e o coração daqueles que nos querem tanto. Porque é este vínculo que torna a nossa jornada autêntica. Mas quando o corpo parte, por onde deambula a nossa alma?
FEVEREIRO
O Adeus aos Nossos Heróis: A morte de Kobe Bryant abalou-me profundamente, uma vez que foi sempre uma referência no Basquetebol - desporto que me fascina desde que tenho plena noção de quem sou - e por toda a capacidade de entrega, de superação, de união. Pois só alguém verdadeiramente especial poderia criar a onda de amor que se fez sentir em todo o mundo. Depois do choque da notícia, chorei. Chorei muito. E em silêncio. A ler as homenagens que foram sendo publicadas e a recordar fragmentos da sua carreira brilhante.
MARÇO
A Minha Imagem de Marca: Um dos maiores superpoderes da blogosfera, no meu entender, é a capacidade da partilha em matrioska, inspirando-nos uns aos outros na nossa pegada virtual. Enquanto deambulava pelas casas que visito com regularidade, cruzei-me com esta publicação da Cherry. E percebi que era uma recriação do tema abordado pela Inês Mota, do blogue Bobby Pins [aqui]. Inspirada por ambas, descrevi aquela que é a minha imagem de marca [publicação completa aqui].
ABRIL
MAIO
As Tatuagens que Um Dia Terei Coragem de Fazer: O nosso corpo é uma tela em branco. Que esconde histórias, cicatrizes, memórias e uma série de experiências mais ou menos inspiradoras. E eu acho maravilhoso eternizar, em desenhos de traços singulares, cada fragmento que marca a voz das nossas vivências. Por essa razão, há um pensamento de Mário Pereira Gomes que me representa, pois acredito na sua veracidade: fazer uma tatuagem significa mostrar na pele o que se esconde na alma. E, não sendo propriamente vital, considero estes registos uma maneira de homenagear [publicação completa aqui].
JUNHO
Separar o Artista da Obra: Utopia ou Necessidade?: A arte tem múltiplas vozes. É uma extensão da nossa identidade. E um passaporte para a liberdade de ser, alargar horizontes, pensar de maneira diferente e, até, criar. Nem sempre temos uma noção clara da sua importância, mas a verdade é que é um refúgio quando a vida nos vira do avesso, colocando à prova a nossa resiliência. Constituída por figuras de vários departamentos, há personalidades que crescemos a admirar, enquanto outras nos surpreendem durante o percurso. Mas quando a realidade se revela antagónica à nossa perceção, existe uma questão que se impõe: seremos capazes de separar o artista da obra? A resposta a este dilema não é universal [publicação completa aqui].
JULHO
Máquina de Escrever // Um Dia, Iremos Render-nos: A um passo do precipício / De braços abertos para voar / Nesta luta sem armas / Desleal e sem pontos de retorno [publicação completa aqui].
AGOSTO
Inconfidências // Como Ser Solteira & a Importância de Sabermos Estar Sozinhos: Na teoria, a maioria reconhece que cada ser humano tem ritmos e prioridades diferentes. No entanto, quando somos confrontados com certas realidades, resvalamos e as observações empáticas tendem a desvanecer [ainda mais, caso não compreendamos as motivações que as sustentam]. E, por mais evoluída que seja a nossa mentalidade, enquanto sociedade, permanecemos demasiado formatados, como se as nossas histórias tivessem de conter os mesmos capítulos [aqui].
SETEMBRO

Os Bastidores do Meu Blogue: A blogosfera é a minha casa. E os bastidores têm muitas camadas, que podem ser uma autêntica personificação de caos. Mas, sabem, são o impulso que torna esta aventura tão especial e feita à nossa medida [publicação aqui].
OUTUBRO

Até Que Ponto Queremos a Verdade nas Redes Sociais?: As redes sociais podem ser um falso espelho. Porque há filtros e as partilhas nem sempre correspondem à verdade dos bastidores. No entanto, numa altura em que se clama tanto pela autenticidade daquilo que se publica, questiono-me se as pessoas procuram mesmo essa transparência ou se é apenas mais uma maneira de ficarem bem vistas [publicação aqui].
NOVEMBRO

Organizar Livros Fora das Estantes: Sinto que, por vezes, só temos de interpretar a nossa casa, porque há divisórias que se adaptam, com naturalidade, a esta nova função. Ainda assim, podemos usufruir de artigos específicos - ou combinar outros recursos - para um efeito mais surpreendente, original e aconchegante [publicação aqui].
DEZEMBRO

Alma Lusitana Edição 2.0: Em maio, com o intuito de assinalar o Dia do Autor Português, estruturei uma iniciativa simples e fiz nascer o Alma Lusitana. Composto por 12 categorias, a finalidade consistia em criar uma lista de sugestões livrólicas, apenas com nomes nacionais. No entanto, não queria que esta dinâmica se limitasse a um dia e fui acalentando o propósito de a desenvolver com outro pormenor. Sustentando-se numa base de clube de leitura, mas com uma orientação mais livre e adaptada a cada participante, o desafio transitará para 2021, ciente que tornará a minha relação com os livros mais diversificada e especial. O conceito em si permaneceu inalterável, porém, senti necessidade de rever duas das categorias [aqui].
Que publicações marcaram o vosso ano?
[Esta reflexão inclui o desafio lançado pela Mas Bea]








