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| Fotografia da minha autoria |
«O teu amor é tudo»
Tenho fantasmas debaixo do colchão
Que me importunam na hora de dormir
Dou mil voltas no mesmo sítio
Mas há memórias que teimam
A ficar, a não desaparecer
Sinto os nervos e a irritação a aumentarem
E eu sem conseguir adormecer
Precisamente por não conseguir adormecer
Já nem dos teus fantasmas me desenlaço
E eles persistem em tirar-me o sono
A calma em lume brando
E a alma desassossega
São fragmentos teus que se espalham
Por cada canto do meu lugar seguro
Há lembranças tuas cravadas na parede
Na mesa da sala por arrumar
Há uma gargalhada tua que ecoa
Em surdina, na minha cabeça
Há o teu toque e o teu cheiro
Estás tu mesmo não tendo a tua presença
À distância de um abraço subtil
Afasta os teus fantasmas de mim
Leva todas as lembranças que deixaste
Preciso de, pelo menos, uma noite
Sem preocupações e sem me perder
Em todos estes detalhes azulados
Que cravaste no meu peito
