Feira do Livro de Poesia 2018

Dia 25 de Março, fui à Feira do Livro de Poesia.


Esta Feira é uma iniciativa da Casa Fernando Pessoa, em honra do Dia Mundial da Poesia, que se celebra, tal como o Dia da Árvore, a 21 de Março. Já tinha pensado em ir a esta feira no ano passado, mas não se deu; este ano, em tom duplamente celebratório, plantei uma árvore e, posteriormente, desloquei-me até Campo de Ourique.

A Feira é pequena, mas aprendi a gostar de feiras pequenas com a Festa do Livro de Belém. O vento era forte e fazia-se sentir largamente, com alguns volumes mais pequenos a chegar mesmo a levantar voo. Entre as bancas da LeYa, Quetzal e Relógio d'Água, destacaram-se, para mim, dois nomes bem mais pequenos: a Douda Correria e o Espaço Llansol (com livros da Mariposa Azual).

Destacaram-se ambas por motivos semelhantes: as senhoras que estavam em cada banca eram visivelmente apaixonadas pelos projectos que representavam, e ambas de uma simpatia inegável. A oferta de títulos completamente diferentes, e de edições cuidadas e diferentes das habituais, ajudou a este mesmo destaque.

 


O meu namorado, eterno e melhor companheiro nestas demandas, fez as suas compras no primeiro espaço; eu, no segundo. Ele levou consigo um livro de Margarida Vale de Gato (cujo nome não nos era desconhecido por termos lido um artigo/entrevista à autora) e outro de Raquel Nobre Guerra; mas fiquei com uma enorme curiosidade relativamente a Um útero é do tamanho de um punho, de Angélica Freitas, cujo título não me era de todo desconhecido e cuja temática me apelou.

Um útero é do tamanho de um punho

Eu trouxe dez razões para aspirar a ser gato, de Valério Romão, que não é exactamente poesia - quiçá mais prosa poética? -, no qual peguei pela piada do título/capa, e que trouxe maioritariamente por a senhora responsável da banca do Espaço Llansol me ter dito, mal lhe peguei, que era um livro excelente (e porque, quando o meu namorado lhe perguntou que livro ou livros recomendava, ela destacou este). Falou-nos também na obra de Maria Gabriela Llansol, cuja obra o Espaço homenageia, e em cujo nome confesso que nunca ouvi falar. Numa enorme simpatia, ofereceu-me dois cadernos com escritos da autora, bem como uma publicação/jornal de críticas à sua obra, e ficou a promessa de um dia visitar o Espaço Llansol, perto do Rato, para conhecer a obra da autora.

Saldo nitidamente positivo: deu para conhecer projectos editoriais e culturais que desconhecia por absoluto, pegar em autores que não conhecia ou conhecia apenas de nome, falar de livros com pessoas que também os adoram - algo que é impossível em eventos enormes, como a Feira do Livro de Lisboa (para a qual, já agora, estou ansiosa).

Facto engraçado: os outros livros que me ficaram em mente foram O Livro dos Gatos, de TS Eliot, pela Editora Nova Vega (vou procurar em inglês, embora esta edição seja bilingue - já tinha o livro em wishlist no Goodreads há algum tempo!); e o autor Vasco Gato, cuja obra aparecia em bancas várias. Claramente seguindo uma temática.